O Amor vive-se, tão simples assim (Matilde -10º1)

AMOR
Lembras-te?
Lembras-te das tardes
Em que íamos para o jardim
E eu perguntava
“De tantas flores, escolheste-me a mim?”
Tu respondias, sussurrando
“O amor não se escolhe,
O amor não se procura,
O amor vive-se, tão simples assim”
 
Apaixonada, eu fixava-me na palavra
“Amor”
Quatro letras que descrevem o infinito
Um sentimento sem fim
Algo tão bonito
Que não cabe nem em mim
 
O amor vive de paixão,
Duas borboletas que voam sem rumo
E dão a mão
Sem pensar no futuro,
Duas almas perdidas
Que se encontraram
No meio de tanto fumo
 
Por fim,
Voltava à realidade
Olhava para ti,
Para a nossa cumplicidade,
Para os teus olhos
Cheios de ternura,
Abraçavas-me
E sentia-me segura
 
No meio de um jardim imenso
Algo tão puro
Tão intenso
Tão apaixonado
O nosso amor encantado
Lembras-te?
Matilde Barata, nº21, 14/02/2021