Há ainda uma questão que se relaciona com o comprimento de um verso, senhor Breton. Haverá distâncias ideais, distâncias exactas como nos mapas?
Terá um verso uma distância orgânica perfeita, uma distância interna que o poeta deverá repetir, de forma consciente ou inconsciente, cada vez que escreve?
Não se alude aqui a comprimentos assinaláveis com fita metrica, é claro.
G. M. TAVARES, "9ª Pergunta" in O Senhor Breton e a entrevista, Caminho


