Biblioteca Escolar

A arte de saber ler

No decurso da Semana da Lusofonia, a Biblioteca Escolar foi enriquecida com uma exposição de trabalhos de alunos intitulada “A arte de saber ler”, cujas fotos estão disponíveis aqui.

Fernão Mendes Pinto

A Biblioteca Escolar, no Dia do Patrono da Escola, expõe e divulga obras de e sobre Fernão Mendes Pinto.

Livros como colheres ou atacadores de sapatos

Livros como colheres: é com a comparação de Umberto Eco que o Comissário do Plano Nacional de Leitura, Fernando Pinto do Amaral, inicia uma entrevista ao JL desta quinzena, para expressar a importância dos livros e da leitura e as iniciativas levadas a cabo com esse fim.

O Jornal de Letras Artes e Ideias anuncia ainda uma iniciativa a implementar no próximo ano lectivo: clubes de leitura nas escolas destinados a alunos do Ensino Secundário, cujos dinamizadores sejam não só professores como outros agentes: “jornalistas locais, escritores e outras pessoas capazes de fazer a ponte entre a escola e o meio cultural circundante, sempre numa base de voluntariado”.

Neste processo, considera-se relevante o papel das bibliotecas escolares, “como o centro nevrálgico da leitura”, o que facilita o desenvolvimento das competências linguísticas em geral.

Aumentar os níveis de literacia é o objectivo primeiro das bibliotecas escolares, em articulação com toda a comunidade escolar e com os currículos, promovendo a seriedade no estudo e evitando a realidade que Nuno Crato expõe esta semana no Jornal Expresso, no seu artigo Plágios, cópias e outras fraudes: "Com a insistência em trabalhos «investigativos» que têm como pretexto desenvolver a criatividade dos estudantes, mas que os transformam em praticantes do corte-e-cola da Internet, começa-se a dar a impressão de que «investigar» é copiar. Claro que os trabalhos livres são educativos, desde que em moderação e com assistência do professor. Só com adequado acompanhamento se pode perceber se o aluno aprende alguma coisa, reinterpreta alguma coisa ou se tudo se limita a ser uma iniciação ao plágio”.

O Professor Catedrático de Matemática avança ainda os resultados de uma investigação que prova que os alunos que copiam nos testes têm três vezes mais probabilidades de reprovar do que os que estudam e fazem exercícios.

E estudar pressupõe também filtrar a informação, distinguir o essencial do acessório, a informação fidedigna da que circula em muitos sites da internet. É um problema com o qual nos confrontamos hoje e que exige a presença dos professores na orientação dos trabalhos dos alunos, para que estes aprendam de facto e para que os livros sejam tão quotidianos e imprescindíveis como “colheres, atacadores de ténis ou caixas para os lápis” (JL).

I Feira do Livro Usado em Cacilhas -Tejo

Decorrerá, nos dias 27 e 28 de Maio, a I Feira do Livro Usado, promovida pela Biblioteca da Escola Secundária Cacilhas-Tejo.

Um modo simples de envolver toda a comunidade educativa no enriquecimento do acervo documental da Biblioteca Escolar. Uma experiência a seguir.

Mais informações em http://becre-esct.blogspot.com/2010/05/i-feira-do-livro-usado.html

A aparição da beleza

Após a visita aos aposentos dos duques de Bragança, em Vila Viçosa, e o reconforto com os deliciosos manjares alentejanos no Restaurante Medieval, já em Évora, a tarde de 8 de Maio foi dedicada a um roteiro histórico-literário, inspirado em Aparição, de Vergílio Ferreira.
Maria Reis, Guia da Associação de Guias e Intérpretes do Alentejo (AGIA), acompanhou-nos, sob copiosa chuva, pelo centro histórico e pelos principais monumentos eborenses. Da Livraria Nazaré, na Praça do Giraldo, ao Jardim Público, aonde Alberto ia visitar Florbela (Espanca), passando pela Sé, pelo Templo de Diana e pela “Évora mortuária” representada na Capela dos Ossos, sem esquecer a Universidade nem o miradouro que, não fora a pluviosidade e a neblina, nos teria permitido avistar o Alto de São Bento, a história de Alberto Soares, professor de Português e Latim no então Liceu de Évora, foi sendo narrada, evocando personagens e locais, ora reais, ora fictícios, com a liberdade que o autor Vergílio Ferreira (também ele professor em Évora) e o narrador autodiegético (i.e., na primeira pessoa e como agente principal da narrativa) quiseram imprimir ao romance.
Contudo, o significado profundo da obra vergiliana não se reflecte na dimensão cronológica dos factos narrados, inexistente em Aparição, mas antes nas reflexões filosóficas que vão sendo feitas sobre a vida e a morte, reflexões a que não falta a dimensão transcendental da Arte, em particular da música: “A evidência da vida não é a imediata realidade mas o que a transcende…”;“A arte não era para mim um mundo da letra impressa, uma estúpida invenção de passatempo ou de vaidade: era uma comunhão com a evidência…”(p.36).

Vila Viçosa

A manhã cinzenta prometia um dia de chuva e algum frio, mas nada que esmorecesse a boa disposição do grupo que pouco a pouco se reunia defronte do portão da escola. Animado pelas visitas a Vila Viçosa e a Évora, esforçava-se por sacudir o sono com recordações de anteriores visitas e com a antecipação dos saborosos manjares alentejanos, com particular destaque para as queijadas de Évora, que encontraram na professora Joaquina uma defensora intrépida e apaixonada. Combinando a sua experiência didáctico-pedagógica, o profundo conhecimento de literatura e a reconhecida mestria culinária, a professora Joaquina expôs com a clareza apaixonada dos sabedores as razões que justificam a primazia das queijadas de Évora, levando o público ignorante a perceber que o destaque dado às de Sintra se deve apenas a modismos queirosianos. Depois de tal aula magistral, não será de estranhar que futuramente se assista a uma diminuição na tiragem dos fornos da Piriquita. http://www.esfmp.pt/biblioteca/vila-vi%C3%A7osa

“…vou pela planície a olhos perdidos, até à linha aguda da serra azul e longínqua.”

Chegou o ansiado dia do passeio a Évora, organizado pela Biblioteca Escolar, com base no estudo da obra Aparição, de Vergílio Ferreira, e com uma pequena incursão por Vila Viçosa e pelo palácio ducal.

Arte na Feira e na Biblioteca

A Carácter Editora destaca hoje, na Feira do Livro do Parque Eduardo VII, livros de Artistas como Bosch, Dürer, Frida Kalo, Le Corbusier, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Vermeer, entre outros.
Aproveitamos para lembrar que obras destes autores estão disponíveis na Biblioteca Escolar, para consulta, assim como O Livro dos Grandes Opostos Filosóficos, também Livro do Dia na Feira de Lisboa.

A BIBLIOTECA NA MOSTRA DE ENSINO

A Biblioteca Escolar participa na Mostra do Ensino Superior, Secundário e Profissional, dando a conhecer à comunidade local as actividades desenvolvidas ao longo do ano lectivo.

Apareça na Oficina de Cultura!

Feira do Livro de Lisboa

Já começou a 80ª edição da Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo II.
Com um horário alargado e diversos eventos, da Música aos Debates e Exposições, não esquecendo as Sessões de Autógrafos, as Oficinas de Expressão e actividades exclusivas para os mais novos (que já têm onde e com quem ficar enquanto os adultos passeiam entre os livros), a Feira conta ainda, de 2ªf. a 5ªf., uma hora antes do encerramento, com a "Hora H", livros recentes com 50% de desconto.
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