Biblioteca Escolar

Vila Viçosa

A manhã cinzenta prometia um dia de chuva e algum frio, mas nada que esmorecesse a boa disposição do grupo que pouco a pouco se reunia defronte do portão da escola. Animado pelas visitas a Vila Viçosa e a Évora, esforçava-se por sacudir o sono com recordações de anteriores visitas e com a antecipação dos saborosos manjares alentejanos, com particular destaque para as queijadas de Évora, que encontraram na professora Joaquina uma defensora intrépida e apaixonada. Combinando a sua experiência didáctico-pedagógica, o profundo conhecimento de literatura e a reconhecida mestria culinária, a professora Joaquina expôs com a clareza apaixonada dos sabedores as razões que justificam a primazia das queijadas de Évora, levando o público ignorante a perceber que o destaque dado às de Sintra se deve apenas a modismos queirosianos. Depois de tal aula magistral, não será de estranhar que futuramente se assista a uma diminuição na tiragem dos fornos da Piriquita. http://www.esfmp.pt/biblioteca/vila-vi%C3%A7osa

“…vou pela planície a olhos perdidos, até à linha aguda da serra azul e longínqua.”

Chegou o ansiado dia do passeio a Évora, organizado pela Biblioteca Escolar, com base no estudo da obra Aparição, de Vergílio Ferreira, e com uma pequena incursão por Vila Viçosa e pelo palácio ducal.

Arte na Feira e na Biblioteca

A Carácter Editora destaca hoje, na Feira do Livro do Parque Eduardo VII, livros de Artistas como Bosch, Dürer, Frida Kalo, Le Corbusier, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Vermeer, entre outros.
Aproveitamos para lembrar que obras destes autores estão disponíveis na Biblioteca Escolar, para consulta, assim como O Livro dos Grandes Opostos Filosóficos, também Livro do Dia na Feira de Lisboa.

A BIBLIOTECA NA MOSTRA DE ENSINO

A Biblioteca Escolar participa na Mostra do Ensino Superior, Secundário e Profissional, dando a conhecer à comunidade local as actividades desenvolvidas ao longo do ano lectivo.

Apareça na Oficina de Cultura!

Feira do Livro de Lisboa

Já começou a 80ª edição da Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo II.
Com um horário alargado e diversos eventos, da Música aos Debates e Exposições, não esquecendo as Sessões de Autógrafos, as Oficinas de Expressão e actividades exclusivas para os mais novos (que já têm onde e com quem ficar enquanto os adultos passeiam entre os livros), a Feira conta ainda, de 2ªf. a 5ªf., uma hora antes do encerramento, com a "Hora H", livros recentes com 50% de desconto.
À semelhança dos anos passados, podemos subscrever a Newsletter e assim receber, diariamente, a lista dos Livros do Dia.

A vida antes de nós

Manuel Lima , ex-professor desta escola, estará entre nós no próximo dia  4 de Maio para apresentar às turmas do 11º ano a sua nova obra.
Sobre ele escreveu A. M. Galopim  de Carvalho (Professor aposentado da Faculdade de  Ciências de Lisboa):
 “Dada a importância a nível internacional do Miocénio da Bacia do Baixo Tejo, uma obra como esta já poderia e deveria ter sido feita…. Foi, pois, com subida satisfação que me disponibilizei, para, neste prefácio, dar o meu testemunho …sobre a excelente qualidade do livro….”

 Após a sessão, o autor estará disponível para autografar os seus livros.

Nunca é de mais elogiar o papel das bibliotecas

O blogue DE RERUM NATURA, sobre a Natureza das Coisas, publicou um texto do Físico Carlos Fiolhais, intitulado "O Futuro dos Livros e das Bibliotecas" e que apresenta uma reflexão sobre o papel destes elementos na era do digital.
 
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/o-futuro-dos-livros-e-das-bibli...
Jorge Luís Borges
 
 
    Eis um excerto:
 
     "A "Biblioteca de Babel" inteiramente digital é uma utopia ao nosso alcance, pois é viável tecnologicamente, assim haja vontade política para isso. Será um projecto mais para uma organização internacional como as Nações Unidas do que para uma empresa multinacional, como a Google, mas poder-se-á pensar numa parceria entre público e privados. A ideia da "Biblioteca de Babel" não é original pois já o escritor argentino Jorge Luís Borges escreveu um conto com esse mesmo título, com a diferença de que a biblioteca borgiana era excessivamente grande: tinha tudo o que já se escreveu e se pode algum dia vir a escrever, em qualquer língua do mundo, quando eu me contentaria com tudo o que já algum dia se escreveu, de forma organizada e para ser divulgado. É difícil conceber a mudança que poderia resultar, nas nossas vidas, do facto de termos acesso a esse repositório imenso de saber e de sonho, de conhecimento e de imaginação!"

Onde estava no 25 de Abril?

Para assinalar a data histórica, a Biblioteca Escolar expõe livros e filmes alusivos ao 25 de Abril de 1974 e ao período que o antecedeu. Associa-se, assim, ao evento dinamizado pela turma 8 do 11º ano, do Curso Profissional de Eventos, na sala polivalente. O vaso de cravos vermelhos é apenas uma das produções desta turma de Eventos, tão dinâmica.
A não perder é ainda a exposição de fotografias de professores no ano da Revolução dos Cravos. Uma iniciativa interessante e divertida.

Dia Mundial do Livro

Bibliofilia

No armazém onde apodreciam as batatas, com o cheiro
a terra e raticida dos velhos sacos de estopa, sentei-me
a ler romances de capa e espada nas tardes de calor. Ali,
uma obscuridade de pedra e madeira protegia-me da
luz; um longínquo ruído de cigarras misturava-se
ao voo monótono de sombrios besouros; e do papel
envelhecido dos livros saía o furor de uma paixão que
só nos romances existia. Ah!, em que alcovas secretas
se encontravam os heróis antigos? Que sedas e
cortinas davam acesso a corpos exaustos? Que
ácidas frases traíam decepções de amor? É que
o tempo era feito, então, de tardes sem fim, num
tédio solar, multiplicado pela brancura monótona
do horizonte, como se o próprio céu cobrisse a vida
com a sua mortalha luminosa. O romance
chegava ao fim demasiado depressa; os maus
morriam e os bons ganhavam com excessiva facilidade;
a última página não passava de um tímido abraço de
amantes, calando o que viria para além disso. Então, fechando
o livro, dava-se por que a tarde entrava no declínio;
já não se ouviam cigarras, e os besouros escondiam-se
nalguma trave do tecto. Sob os sacos, por entre fardos
de palha e peças de máquina, os fantasmas começavam
a acordar. Era o que esse tempo tinha para dar: nem
luz nem treva, nem morte nem vida. Os minutos de
hesitação entre o fim de um livro e o princípio da noite;
e o abrir da porta para o quintal, onde um vento quente
se metia por dentro da lenha já pronta para o forno do pão.
                                                                                            Nuno Júdice, Teoria Geral do Sentimento, 1999
 
Quem melhor que os poetas poderá celebrar o Dia Mundial do Livro?
(Por decisão da UNESCO, o Dia Mundial do Livro celebra-se a 23 de Abril, data comemorativa da morte de vultos literários como Shakespeare ou Cervantes).

Aparição: um percurso literário

A Biblioteca Escolar Fernão Mendes Pinto promove inesquecível passeio a ÉVORA E VILA VIÇOSA, com serviço de guia local, delícias gastronómicas e programa cultural destinado a docentes e estudantes da obra literária vergiliana.

O programa do dia 8 de Maio (sábado) inclui:

Entrada no Palácio de Vila Viçosa e respectiva visita guiada.
Visita guiada a Évora: percurso literário da obra Aparição, de Vergílio Ferreira. Guia profissional in loco.
Entrada na Sé Catedral e na Capela dos Ossos, em Évora.
Transporte em autocarro com ar condicionado.
Almoço em restaurante típico alentejano, segundo ementa.

Inscrições na sala de professores.