Biblioteca Escolar

PROJECTO BIG - Bibliotecas pela Igualdade de Género

No dia 16 de Março, teve lugar na nossa escola uma sessão subordinada ao tema "Violência nas Relações de Intimidade", com a Dr.ª Manuela Tavares, da Associação UMAR: União de Mulheres Alternativa e Resposta.
A iniciativa partiu de um grupo de alunos do 12º ano, que abordaram a temática em Área de Projecto, com a coordenação da Prof.ª Cecília Farinha. Decidiram convidar a Dr.ª Manuela Tavares que, além de pertencer à Direcção da UMAR, foi professora na Escola Secundária Fernão Mendes Pinto durante longos anos, sendo uma figura respeitável na comunidade educativa.
 A conferencista abordou a questão da violência sobre as mulheres sobretudo do ponto de vista das representações sociais e respondeu a interpelações de alunos que, de várias turmas e anos de escolaridade, participaram. Uma das alunas responsáveis pelo Projecto questionou a plateia, tornando a sessão viva e interessante para os alunos.
 Este trabalho foi complementado, a nível da escola, com a entrega de um conjunto de obras sobre a Igualdade de Género à Biblioteca Escolar e com a Inauguração de uma Exposição Itinerante denominada "Mulheres no Espaço Público e Novas Masculinidades", que esteve patente ao público na sala polivalente.
http://www.esfmp.pt/biblioteca/projecto-big-bibliotecas-pela-igualdade-d...

Poetas de viva voz


http://faggiani.files.wordpress.com/2006/08/camposimagem.jpg
O Plano Nacional de Leitura e o Centro Cultural de Belém celebram Dia Mundial da Poesia, com diversos eventos. A Maratona da Leitura é dedicada a Álvaro de Campos, heterónimo de Pessoa, autor das conhecidas Ode Marítima e Ode Triunfal.
Cesário Verde, Sophia de Mello Breyner Andresen, Tolentino Mendonça, Nuno Júdice são apenas alguns dos muitos poetas para ouvir "de viva voz", no CCB.
http://www.min-edu.pt/np3/4682.html

Dia Mundial da Poesia

A palavra aos poetas...

A LARANJA

Arredondou-me
o tempo.

Verde.

Depois
dei por mim
a arder
entre as folhas.

Pesada.

Toda
Destinada
a c
a
i
r.

Terás
de rasgar-me
o vestido.

Mário Castrim, Histórias com juízo

PÁSSARO EM VERTICAL

Cantava o pássaro e voava
cantava para lá
voava para cá
voava o pássaro e cantava
de
repente
um
tiro
seco
penas fofas
leves plumas
mole espuma
e um risco
surdo
n
o
r
t
e

_
s
u
l.

Libério Neves, Pedra solidão, Belo Horizonte, Movimento Perspectiva, 1965

OUSEI

Ousei sonhar
sonhar-te
sonhar-nos
Por entre as sombras
procurei sinais
que dessem voz às palavras
que fossem eco
no silêncio
do teu medo de amar
Neste viver suspenso
do encontro adiado
nesta forma de estar
(ou não estar)
sempre à minha procura
sempre à procura de nós
encontrei a noite
...longa de mais.

Maria Teresa Rodrigues Sobral, 1998

Maria Teresa R. Sobral é professora de Matemática na nossa escola e co-autora de várias colectâneas de poesia.

EM TODAS AS RUAS TE ENCONTRO

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco

Mário Cesariny

Uma História de Amor

Caderno de Memórias Coloniais é a "história de uma rapariga que vivia em Lourenço Marques, hoje Maputo, e onde a cor da pele era factor de discriminação".

A obra "é uma história de amor e de ódio entre pai e filha. É também a história de alguém que se sente desterrada, abandonada. Há também uma espécie de iniciação à vida adulta".

Foram estas as palavras da autora, para explicar o seu segundo livro publicado, que tanta curiosidade tem despertado na sociedade em geral (já vai na 3ª edição) e na comunidade educativa em particular. É o livro mais procurado na Biblioteca Escolar, mas que aguardava a apresentação de Isabela Figueiredo para depois ser disponibilizado aos alunos. E porquê este pudor?

Porque, como a própria escritora reconhece, "é um livro forte, violento, com uma linguagem por vezes brutal", recurso estilístico de que a narradora precisa para traduzir a violência. "A linguagem da bolinha vermelha não é gratuita. Como se fosse uma hipérbole”, explica. "A linguagem é hiperbólica".

Isabela Figueiredo, pseudónimo literário de Isabel Figueiredo Santos criado com base num anúncio de um perfume, clarificou e exemplificou as vozes que surgem na sua obra: "A voz que se exprime na 1ª pessoa é a minha narradora".

Tal como já esclarecera os leitores aquando do lançamento do seu livro na Fnac Almada, em Janeiro de 2010, a escritora partilhou o quanto o silêncio lhe é caro no acto da escrita, perscrutando vozes dentro de si, várias vozes, da narração à reflexão, num acto de omnisciência que espelha os pensamentos das personagens.

Acontece com os livros

Acontece com os livros o mesmo que com os homens: um pequeno grupo desempenha um grande papel.

Voltaire

Na Quinzena da Leitura, os leitores foram conquistados

De fantasia e da conquista do leitor falou-nos António Barreira, professor de História de Artes na Fernão Mendes Pinto.

STIEG LARSSON é a grande atracção da juventude. Quem antes pensava não gostar de ler ou ser possível partilhar um livro com o Farm Ville e, em simultâneo, ver televisão ou ouvir música, com a trilogia do autor entendeu que só a leitura é já demasiado envolvente. E consegue devorar, em menos de nada, A Rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo, Os Homens que não amavam as Mulheres ou A Rapariga do Palácio das correntes de ar.

O Nariz e outros livros

Chama-se Luís Vieira, frequenta o 11º5, num Curso de Línguas e Humanidades. Sentiu-se atraído por Nikolai Gógol, escritor russo, e decidiu apresentar a obra Nariz, na "Conversa de café com livros", na "Quinzena da Leitura e da Cultura 2010".

Num diálogo descontraído, este aluno de Literatura provocou a assistência: "E se num dia, ao tomarem o pequeno-almoço, descobrissem um nariz dentro de um pão? E se acordassem sem nariz?"
As reacções não se fizeram esperar: repulsa, atracção, o imaginário a pulsar...e a puxar os leitores para o universo da leitura, através de uma obra tão ficcional quanto literária, que confunde o leitor, que brinca com ele e o torna atento. Qual a voz que ora se manifesta? O narrador? A personagem? Que personagem?

Uma Quinzena participada

A "Quinzena da Leitura e da Cultura 2010", na Fernão Mendes Pinto, congregou 14 turmas: 9 do Ensino Básico e 5 do Ensino Secundário, num total de 285 alunos. Actividades houve em que participaram as turmas em bloco, outras em que estiveram presentes apenas alguns alunos, do 7º ao 12º ano.

Também a presença dos adultos foi notável: 68 professores, 3 convidados exteriores à escola, uma Assistente Operacional da BE e a Assistente de Língua Alemã que se encontra na nossa escola este ano lectivo.

Mais imagens do teatro em http://www.esfmp.pt/biblioteca/uma-quinzena-participada

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O que distingue uma conversa de café sobre livros e leituras de uma aula de literatura?

Eis o que se poderá experimentar neste encontro informal sobre os livros que nos têm marcado e desejamos partilhar com outros. Alunos de Literatura Portuguesa, do 11º5, assim como professores de várias disciplinas vêm à sala 38, o nosso auditório, comunicar a sua paixão por livros, textos e imagens. António Barreira, Luís Martins, Isabel Figueiredo, Cecília Lourenço são apenas alguns dos professores apaixonados por estas artes que associam significantes, significados, grafismos, contextos literários, históricos, filosóficos...arte: a arte de dizer, a arte de representar por palavras e imagens. Num diálogo despretensioso, cheio de emoção.

Inscrições abertas a todos os amantes de livros e àqueles que quiserem fazer a sua iniciação no domínio.

Divulgação do evento, com imagem, em

http://aquiharatos.blogs.sapo.pt/

A aguardada sessão de leitura

A Professora Isabel Figueiredo Santos, que integra o Grupo de Português da ESFMP, lançou em Novembro passado um olhar pessoal sobre a realidade de Moçambique em tempos de colonização, no seu Caderno de Memórias Coloniais .

A vivência é profunda, cala fundo, denuncia realidades chocantes a que a linguagaem utilizada não é alheia. Porque chocante, a obra já criou polémica (sobretudo entre os que ainda a não leram ).

A autora Isabela Figueiredo vem ao auditório apresentar, não só o motivo da polémica, mas sobretudo a beleza e a densidade intrínseca à mesma.

Distinguiremos autora de narradora, numa lição sobre teoria literária, necessária à compreensão desta obra. Para tal sessão estão convidados todos os adultos da comunidade educativa, assim como as turmas nas quais um trabalho prévio de contextualização já foi realizado pelas respectivas docentes de Português.

Porque a lotação esgotou, anunciaremos em breve nova sessão, seguida de autógrafos.