Biblioteca Escolar

Alice no país da leitura

"Para quem não sabe para onde ir, qualquer caminho serve". Esta conhecida afirmação, de Alice no País das Maravilhas, não pode aplicar-se ao papel da Biblioteca Escolar na formação de leitores.

Formar leitores implica, em primeiro lugar, conhecê-los. Depois, importa deslocar o olhar da obrigação para o prazer de ler. A organização do espaço e da coleção da BE há de atrair os mais novos e os menos jovens para esse encontro único que se dá particularmente entre a obra literária e o leitor. A definição de estratégias de leitura contraria o percurso errante evocado por Lewis Carroll.

Mamíferos, répteis e anfíbios

O Serviço Educativo da Tapada de Mafra tem publicado e-books ilustrados acerca da fauna existente no parque, concretamente sobre mamíferos, répteis e anfíbios, estando em preparação uma edição sobre aves.

É possível efetuar o download gratuito.

Reis Magos

"Primeiro pareceu a Gaspar que a estrela era uma palavra, uma palavra de repente dita na muda atenção do céu.

Mas depois o seu olhar habituou-se ao novo brilho e ele viu que era uma estrela, uma nova estrela, semelhante às outras, mas um pouco mais próxima e mais clara que, muito devagar, deslizava para o Ocidente.

E foi para seguir essa estrela que Gaspar abandonou o seu palácio."

                         
Sophia de Mello Breyner Andresen, in Contos Exemplares

Novos livros e filmes na BE

A Biblioteca Escolar saúda todos os leitores com novos títulos de livros e DVD, já disponíveis para serem lidos e visualizados na BE ou para empréstimo domiciliário.

Convidamos a comunidade escolar a deslocar-se à BE e deliciar-se com as novidades.

A Biblioteca perdurará

"Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta".

Jorge Luís Borges

BOM ANO NOVO!

cosei_kawa_mergulho.jpgUm salto qualitativo em 2012! Um salto de solidariedade, de humanismo... são os votos da Biblioteca Escolar para todos os leitores de facto e em devir.

Do meio para trás

Havia um espelho perto da saída e ele olhou-o distraidamente. Avançou mas depois voltou atrás. Ia apressado mas a imagem de si mesmo, por razões pouco claras, atraiu-o. Tratava-se de um velho mas um velho sempre ele fora, não era uma surpresa. Cabelo e barba brancos, a figura avolumada na barriga, as rugas, misto de bonomia e desidratação. O casaco vermelho com os seus debruns de pele clara parecia iluminar de uma luz própria o rosto sorridente. O que o chamara, então? Os olhos tristes. Os olhos mergulhados numa sombra. A cara estava como dividida por uma linha reta horizontal. Na metade de baixo desenhava-se o movimento da satisfação, com os cantos dos lábios ascendendo. A metade de cima descaía com um inesperado abatimento. (...)

Pegou no saco dos presentes, pô-lo ao ombro e alguma coisa lhe doeu. (...)

Hélia Correia, JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias

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Inéditos quase de Natal

A época de Natal não se resume a um dia, mas amplifica-se desde a sua preparação (Advento) até à Epifania, Dia de Reis.

Por isso, aqui fica mais uma história. Esta é de Hélia Correia, ao JL, nº 1075, de dezembro de 2011.

A ilustração é de Afonso Cruz, que também escreveu um conto, mas com um final menos natalício e deveras surpreendente...

Bolo Rei

Todos os anos, quando os velhos Reis Magos acabam de atravessar a pequena estrada de areia que se esboça entre caminhos de musgo e lagos feitos de bocados de espelho partido; quando a estrela de prata que se suspende entre os dois exemplares de “A Paleta e o Mundo” de Mário Dionísio se recolhe para regressar à velha caixa de papelão, com trinta anos de viagens, cheia de bocados de jornal amachucados que ainda guardam notícias de dias que já foram e onde se embrulham os cordeirinhos, os pastores, as oferendas várias que o Menino Jesus recebeu, apesar de já lhe faltar a mãozinha direita que alguém partiu em excesso de limpeza; todos os anos, dizia, recordo a história que o Fernando Midões me contou, certa tarde em que misturámos poemas com lágrimas.

O Pai Natal descansa do seu voo pelos céus

O Pai Natal
descansa do seu voo pelos céus.
Distribuídos os brinquedos,
aproveita o silêncio, tão cheio de paz,
para ler um bom livro. E tu?