Encontro de Escolas Promotoras do Programa PMI Portugal nas Escolas

“Quando queremos emagrecer o currículo não queremos que os alunos aprendam menos, queremos que os alunos aprendam mais, queremos proporcionar melhores aprendizagens sobretudo para aqueles que têm ficado excluídos. Aprender mais significa também deixar de ter um país em que experiências interessantes como as do PMI sejam satélites”. (João Costa, Secretário de Estado da Educação)

“É importante fazer bem os projetos, mas é também muito importante fazer os projetos certos. E os projetos certos, diz-nos a flexibilidade curricular, é utilizar a ferramenta de projeto para a aprendizagem interdisciplinar das diferentes matérias curriculares, fazendo um trabalho colaborativo.” (Isabelina Jorge, Gestora do Programa PMI Portugal nas Escolas)
“O trabalho por projeto é um caminho de inclusão permitindo a todos explorar as suas potencialidades e combater as suas fragilidades respondendo à diversidade, necessidades, interesses e expectativas dos alunos – o que uma escola hospitaleira deve fazer.” (Ana Pina, Diretora da FMP)
 
Num momento em que as escolas que aderiram à flexibilização curricular se preparam para pôr em prática novas abordagens metodológicas e o domínio de competências em gestão de projetos no contexto escolar se torna uma necessidade, o encontro realizado na FMPnão podia ser mais oportuno.
Perfeitamente alinhadas com os grandes objetivos subjacentes à flexibilização curricular, a Diretora da FMP, Ana Pina, bem como a Gestora do Programa PMI Portugal nas Escolas, Isabelina Jorge, tiveram oportunidade de apresentar as suas linhas de ação e expectativas, apesar dos constrangimentos existentes. A Diretora da escola, numa perspetiva construtiva, identificou alguns dos mais importantes e dirigiu um alerta esclarecido ao Secretário de Estado, João Costa, que, atento, registou os pedidos de mudança formulados.
Expressando o seu orgulho relativamente à evolução da escola pública em Portugal “Nós temos uma escola pública com um caminho notável. Em 43 anos de gestão democrática atingimos resultados que muitos países demoraram mais de 100 anos a atingir …”, João Costa referiu as grandes preocupações subjacentes às mudanças em curso.
O grande “deficit” na qualificação da população ativa bem como as elevadas taxas de retenção, que provam que 35% dos nossos jovens não estão a ser capazes de aprender, são motivo de reflexão. Mais importante do que os números é, todavia, aquilo que eles escondem e a qualidade das aprendizagens bem como o enorme problema de injustiça social inerente à escola constituem preocupações prioritárias em relação ao futuro.
Valorizando sempre o papel da escola e da qualificação académica, João Costa colocou, perante a assistência, questões pertinentes como “o que é insucesso?” ou “qual o perfil do aluno com sucesso?” A este propósito concluiu: “se tivermos insucesso, falhámos; se tivermos sucesso mas os alunos não aprenderam, falhámos também”. Do mesmo o que definirá um aluno como sendo um aluno com sucesso não poderá ser apenas um resultado académico traduzido numa nota, mas sim o indivíduo, em termos globais, equipado com valores de que se apropriou ao longo de um percurso feito numa atmosfera de bem-estar e maior justiça social.
Partindo dos princípios de que “aprendemos mais se partilharmos do que se cada um ficar fechado sobre si próprio” e de que “se eu tiver todo o conhecimento do mundo mas se ele não for mobilizado, integrado, aplicado, não serve de nada e facilmente é descartado”, a intervenção de João Costa constituiu um reforço positivo do trabalho já realizado nas escolas parceiras do PMI.
Depois das comunicações na abertura do encontro seguiu-se uma entusiástica partilha