9º ANO - 1º PRÉMIO

Quando entrou sentiu um frio na barriga. Era vampiro mas nunca antes tinha visto uma casa assim. Era uma casa inteligente. Tinha uma televisão que ouvia e falava como uma confidente e um sistema de limpeza automático. Era completamente moderna, e ele logo a quis comprar.

Sendo ele ciumento, tinha perdido todos os amigos. Mas, nesse momento, ao ver essa televisão, percebeu que seria para ele como uma confidente, como uma amiga que nunca antes tinha conseguido manter.

Uns dias após a sua mudança para a casa nova, eu apareci numa tarde de sábado em que choveu e ventou. Fui atraída pela beleza do seu jardim sob a chuva. Quando o vi foi amor à primeira vista. Foi amor, amor intenso. Era o homem mais bonito que já tinha visto.

Eu, uma linda princesa que ainda não tinha encontrado o seu príncipe encantado. E logo um problema se pôs: o meu príncipe encantado acabado de encontrar era um vampiro.Convidou-me para entrar na sua casa e de seguida fomos para a sala. Estivemos horas a fio a falar. Pedi-lhe um copo de água e mal virou as costas perguntei tudo sobre ele à televisão falante. Ela disse-me que apesar de ciumento era muito querido. Percebi logo que ele era o tal e resolvi ignorar a sua natureza vampiresca. Quando chegou, os seus olhos vivos enfeitiçaram-me e não consegui controlar-me. Beijei-o naquele rosto frio e duro.

Tivemos uma noite romântica e dessa noite nasceu o nosso filho. A televisão ficou contente porque após tanto tempo o vampiro tinha encontrado alguém que o amava.

Inês Cangaia, Mikaela Marcos, Clério Júnior, Mário Mark, 9º 5