ELETRÃO DE VALÊNCIA
Percebes que algo não está certo
Quando misturas química e poesia
Mas tudo é um pouco incerto
Comecemos, deixando-nos de cortesia
Nesta minha vivência
Sinto-me como um eletrão de val~encia
Com menor energia de remoção
É mais fácil ser levado à exclusão
Do núcleo estou a uma maior distância
comparado a todos os outros
ou seja mais longe das coisas com importância
o sentido disto nunca encontro
Parece que é tudo sobre quantidade
Mas ao nível mais elevado não me sinto superior
Com a maior honestidade
Gostava de perceber as coisas e enquadrar-me no interior
Sozinho pensava que ia continuar
mas com a vossa chegada
à energia estabilizada vou ter me habituar
com mais 7 a orbital fica carregada
Novas caras no que era o meu espaço
mas foste tu que captaste o meu olhar
agora o que é que faço
como eu pareces não ter um par
Menos com menos dá mais
é só calcular
pronto somos ideais
ou sou só eu a imaginar
Tanta energia quase que passo para o estado excitado
na nuvem eletrónica estou um bocado afastado
na tua mente é isto que também se está a passar
parece que sinais me estás a dar
Inesperada vem a energia de um fotão
com a maior frequência que alguma vez vi
que provocou a nossa separação
um ponto final nesta narração escrevi
Não conseguimos resistir
a nossa ligação não era forte suficiente
talvez não estávamos destinados a coexistir
de novo o único sobrevivente
De momento somos estranhos novamente
mas desta vez com memórias
acredito que fique para sempre negativo eletricamente
um dia contarei outras histórias
MARTA CRUZ (10º2)
Eletrão de Valência (2º lugar)
Enviado por biblioteca em Sex, 12/05/2023 - 09:21

