Visita dos 7os 3 e 4 ao C.C.V. de Constância e às Salinas de Rio Maior

No dia 6 de maio de 2014, no âmbito da disciplina de Ciências Físico Químicas, os alunos das turmas 3 e 4 do 7º ano visitaram o Centro de Ciência Viva de Constância e o Ecomuseu das Salinas Naturais de Rio Maior, acompanhados pelos professores Cristina Azevedo, Cristina Gonçalves, António Duarte e Nuno Pousinho.

O grupo de professores teve ainda oportunidade de reencontrar a colega Alice Rolo, professora de Biologia/Geologia da Fernão Mendes Pinto destacada há um ano em Constância, num momento breve, mas farto de emoção e saudades…
- Centro de Ciência Viva de Constância
A visita ao Centro de Ciência Viva de Constância dividiu-se em duas partes: Parque Exterior de Astronomia e Observatório Solar.
O Parque Exterior de Astronomia consiste num conjunto de módulos que procuram explicar de um modo didático o funcionamento do Sistema Solar. No 1º módulo consta uma representação da Via Láctea, uma galáxia em espiral constituída por várias esferas metálicas, que simbolizam as suas respetivas estrelas, na qual a localização do Sol está marcada pela ausência de uma das referidas esferas. No 2º módulo encontra–se representado o Sistema Solar com o conjunto de planetas que o constituem, distanciados à escala (1cm:1 milhão de km). Os três módulos seguintes tentam mostrar os diferentes movimentos dos satélites naturais de alguns planetas, nomeadamente de Saturno, de Júpiter e da Terra, comparando períodos de translação e mostrando as fases da nossa Lua. O módulo seguinte apresenta um relógio solar gravado no chão, cujo funcionamento se baseia na inclinação da sombra do nosso braço esticado, por incidência da luz solar. Os últimos módulos pretendem mostrar a esfera celeste visível de Portugal, o movimento aparente do Sol, os Equinócios e Solstícios, a medição de altura do Sol e a latitude do lugar, tendo marcados  os trópicos e os meridianos do globo terrestre.
No Observatório Solar foram explicadas as precauções a tomar na observação do Sol, para não ter efeitos nefastos para a visão ocular e, com equipamento próprio, fizemos observação das manchas solares na sua fotosfera. Foram igualmente referidas as descobertas de Galileu relativamente ao Sol, nomeadamente o seu movimento de rotação de 26 dias. Um outro aspeto abordado relativamente ao Sol foi o seu campo magnético que, devido à constituição gasosa desta estrela, deixa de ser linear, dando origem a protuberâncias e à inversão periódica dos seus polos. A formação das auroras boreais e austrais e os espectros foram assuntos também tratados.
- Salinas de Rio Maior
A visita de estudo foi concluída com uma visita guiada por dois técnicos da Câmara Municipal de Rio Maior às Salinas de Rio Maior, que laboram há centenas de anos. Estas salinas localizam-se num vale diapírico (rico em sal-gema e calcário). Devido a este fato, existem vários cursos de água subterrâneos que, ao passarem pela sal-gema (resultante de um braço de mar que sofreu uma regressão, recuando cerca de 30 km após o período jurássico), ficam com uma concentração de 97% de cloreto de sódio, entre outros sais. Esses lençóis de água reúnem-se no que atualmente é um poço, onde a mesma é recolhida por um sistema designado por picota ou cegonha, ou por bombas, e posteriormente disposta em talhos. Dá-se então a cristalização, processo em que a água demora cerca de 3 a 6 dias a evaporar, ficando apenas os cristais de sal, que são “raspados” e colocados a secar em eiras. A época entre maio e setembro é conhecida como a safra do sal, altura do ano em que se faz a produção do mesmo.
Por curiosidade, os técnicos mostraram-nos as características fechaduras das casas, um sistema de chave e tranca em madeira, criadas para evitar a corrosão metálica.
No final da visita, o grupo visitou a aldeia típica de pequenas casas de madeira, outrora armazéns de sal, e comprou a famosa iguaria na sua forma mais simples, com ervas aromáticas, ou na forma prensada, formando os famosos “queijinhos de sal”.
Texto: Julieta Gonçalves – 7º3
Fotos: professora Cristina Azevedo