Visita à Base Naval de Lisboa

Alunos da ESFMP experimentam simuladores de navegação e visitam navio de guerra da Marinha Portuguesa. No âmbito da disciplina de Físico-Química, as turmas 3 e 5 do 9º ano, acompanhadas pelas professoras Cristina Azevedo, Anabela Viseu, Maria Antónia Ferreira e Maria José Alves, visitaram a Base Naval de Lisboa - Alfeite, no passado dia 18 de Fevereiro. Esta visita teve como objetivos: promover a curiosidade científica e estimular o espirito crítico; integrar e consolidar conhecimentos de CFQ (som e luz – instrumentos náuticos, movimentos, Lei de Arquimedes) e ainda valorizar a ligação Ciência-Tecnologia-Sociedade. A visita teve início pelas 9 horas da manhã, no portão principal da Base. Começámos por nos deslocar de autocarro pela Base Naval, podendo assim contemplar a grandiosidade desta, até chegarmos ao edifício onde se encontravam os simuladores, CITAN, isto é, réplicas da ponte de navios, totalmente equipados com leme, telégrafo, NTD (Navigational and Tactical Display), ecrãs, radares, sensores de movimento e telefones, sendo possível a interação entre estes. Existem ao todo 3 simuladores (um de maiores dimensões que simula a ponte de uma fragata e outros dois com menores dimensões) que são considerados dos mais avançados da Europa. É nestes que se realizam os treinos das equipas de pilotagem, antes de estas poderem lidar com a realidade. Também nós pegámos no leme e vivenciámos, de forma virtual, as experiências sentidas numa fragata da Marinha em alto-mar, acelerando o navio e voltando para bombordo (esquerda do rumo do navio) ou estibordo (para a direita da proa, ou frente do navio), fugindo de icebergs, ou do ataque de helicópteros, mesmo em condições adversas (tempestade e nevoeiro). E houve quem enjoasse!
Após a nossa experiência como “comandantes de um navio”, dirigimo-nos ao cais onde estavam atracadas várias fragatas, entre elas a NRP Vasco da Gama (F330) cuja tripulação nos esperava, curiosamente em frente ao Navio Escola Sagres que recebia antigos comandantes para um almoço. Através das informações dadas pela tripulação e pela apresentação PowerPoint mostrada, pudemos ficar a saber que a bordo desta podem navegar 166 militares (mais 15 se necessário), tem uma autonomia de 4100 milhas náuticas (cerca de 7600 km), pode atingir uma velocidade de 32 nós (cera de 59 km/h), capacidade para aterragem e descolagem de 2 helicópteros Lynx Mk95 e que desloca cerca de 3400 toneladas. Possui um vasto armamento constituído por: peça de artilharia de 100mm; 2x4 mísseis NATO SEA SPARROW (curto alcance de defesa antiaérea); 2x4 mísseis HARPOON (longo alcance); 2x3 reparos de tubos lança torpedos Mk46; sistema de defesa antimíssil e superfície (CIWS VULCAN-PHALANX); metralhadoras pesadas de 12,7 mm. Passámos a saber também que este navio, além das situações de guerra e defesa nacional, é utilizado para controlo de emigrantes, de tráfico de substâncias ilícitas e pirataria e em missões de evacuação ou de apoio humanitário. Por fim, apreciámos a bela paisagem, visível da proa da fragata, o Rio Tejo.
Alunos do 9º3: Jéssica Dias, Julieta Gonçalves, Marta Pereira, Sofia Silva, Afonso Gomes