Educar... Pelo direito à Vida, no "Muros e Derrubes"

Artigo 3º da Declaração Universal dos Direitos Humanos:
"Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal"

Na Casa Municipal da Juventude continua a decorrer o Programa "Muros e Derrubes", da Quinzena da Juventude de Almada.
Na passada Terça-feira, 23 de Março, o Grupo de Alunos da Amnistia da Fernão promoveu, com a Direcção da Amnistia Internacional Portugal, um debate sobre a Pena de Morte e as suas implicações filosóficas, ético-religiosas, político-jurídicas e outras.

Em Novembro de 2007, uma moratória - ideia lançada pela Itália e diversas ONGs - era apresentada pela União Europeia à 62ª Assembleia da ONU, pedindo a suspensão global desta Pena em todo o mundo. A sua aprovação fez-se com o voto a favor de 99 Estados Membros, contra 52 que mantiveram a sua posição retencionista, e 33 abstenções.

Desde então, a Amnistia Internacional Portugal, Organização Não Governamental que visa a defesa dos Direitos Humanos, e o mais elementar de todos, o direito à Vida, tem vindo a promover com alunos de Escolas de Lisboa e Setúbal simulações de Assembleias das Nações Unidas, onde se votam também moratórias com o mesmo teor abolicionista. Em Outubro passado, a nossa autarquia cedeu à Amnistia Internacional Portugal o auditório Fernando Lopes Graça, no Forum Romeu Correia para a realização de uma Assembleia com alunos das Escolas Fernão Mendes Pinto, Camões, Daniel Sampaio entre outras.

Nessa ocasião, o Grupo de Alunos que na nossa escola e na comunidade vêm desenvolvendo acções e campanhas em prol da Educação Pelos Direitos Humanos (EDH), assumiu o seu papel de anfitrião responsabilizando-se por grande parte das intervenções, Atenta, a responsável do Programa "Muros e Derrubes", Professora Lurdes Cruz, convidou o GE (Grupo de Estudantes) a participar no que, ao longo da Quinzena, tem sido uma viagem plural pelo mundo obscuro dos nossos Medos e de como os Derrubar.

Em reunião, o Grupo decidiu mostrar aos colegas das turmas 10º4, 10º8, 11º1, 11º4, 11º8 e 12º4 e professores acompanhantes o funcionamento das Assembleias da ONU em que vem participando há dois anos. Depois de uma breve apresentação pela Professora Responsável pelo Grupo, Maria Filomena Abreu, o Representante da AIP e Formador junto das comunidades escolares, Daniel Oliveira, explicou aos presentes que foi pela luta pela Liberdade de Expressão no Portugal de Salazar, que um advogado inglês criou a Amnistia, ONG que hoje conta com mais de 2 milhões de activistas e simpatizantes.

Antes de dar início à Assembleia, Marta Reis, aluna do 12º4, fez uma breve síntese das actividades do Grupo de Alunos que coordena, ilustradas pela projecção de imagens. Ao longo de cerca de hora e meia foram discursando "cidadãos representantes de Organizações Pró e Contra a Pena de Morte" (Débora Rodrigues e Amélia Monteiro, 12º4), interpretados testemunhos de um escritor e de uma comovente familiar de um jovem que aguardava o dia da execução no tristemente conhecido Corredor da Morte (David Boturão, 11º8 e Rita Guimarães 12º4), e lidos discursos de "jovens Delegados" de seis países, três retencionistas, E.U.A., China e Arábia Saudita ( André Macedo, 12º4, Francisco Silva 11º4 e David Crisóstomo, 12º4) e três abolicionistas, África do Sul, Portugal e Timor ( Vitor Brito e Margarida Barroso, 12º 4 e Rita Evangel, 11º4).

Depois de um vivo debate, entre participantes e delegados, condicionado pelo tempo que escasseava e feita a votação final, concluiu- se que, a ser real, a moratória teria sido aprovada com cerca de 70% dos votos.

RUMO À ABOLIÇÃO...pela celebração da VIDA e da LIBERDADE!