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“MUROS” estreia hoje, às 21.30h, no Centro Cultural e Juvenil de Stº Amaro

"Muros baseia-se num facto verídico – a morte de Peter Fechter, abatido a tiro quando tentava passar o muro de Berlim – e procura dar a ver os muros interiores que todos nós construímos e são, afinal, o alicerce de quantos muros exteriores a humanidade se cerca.

Peça para ser apresentada em palco italiano, tem a duração de cerca de cinquenta minutos e obedece a uma estética de “Teatro Pobre”, cara a Jerzy Grotowski, isto é, fundamenta-se sobretudo no trabalho de actor.

Escrita pelo profissional de teatro Carlos Gouveia Melo e com um prólogo da professora Lurdes Cruz, Muros segue o percurso de uma mãe que procura a filha, numa busca que leva o espectador ao confronto com diversos muros que fazem parte do nosso quotidiano: o muro da intolerância, o muro do obscurantismo, o muro do medo, entre outros.

Galeria

Uma História de Amor

Caderno de Memórias Coloniais é a "história de uma rapariga que vivia em Lourenço Marques, hoje Maputo, e onde a cor da pele era factor de discriminação".

A obra "é uma história de amor e de ódio entre pai e filha. É também a história de alguém que se sente desterrada, abandonada. Há também uma espécie de iniciação à vida adulta".

Foram estas as palavras da autora, para explicar o seu segundo livro publicado, que tanta curiosidade tem despertado na sociedade em geral (já vai na 3ª edição) e na comunidade educativa em particular. É o livro mais procurado na Biblioteca Escolar, mas que aguardava a apresentação de Isabela Figueiredo para depois ser disponibilizado aos alunos. E porquê este pudor?

Porque, como a própria escritora reconhece, "é um livro forte, violento, com uma linguagem por vezes brutal", recurso estilístico de que a narradora precisa para traduzir a violência. "A linguagem da bolinha vermelha não é gratuita. Como se fosse uma hipérbole”, explica. "A linguagem é hiperbólica".

Isabela Figueiredo, pseudónimo literário de Isabel Figueiredo Santos criado com base num anúncio de um perfume, clarificou e exemplificou as vozes que surgem na sua obra: "A voz que se exprime na 1ª pessoa é a minha narradora".

Tal como já esclarecera os leitores aquando do lançamento do seu livro na Fnac Almada, em Janeiro de 2010, a escritora partilhou o quanto o silêncio lhe é caro no acto da escrita, perscrutando vozes dentro de si, várias vozes, da narração à reflexão, num acto de omnisciência que espelha os pensamentos das personagens.

Acontece com os livros

Acontece com os livros o mesmo que com os homens: um pequeno grupo desempenha um grande papel.

Voltaire

Na Quinzena da Leitura, os leitores foram conquistados

De fantasia e da conquista do leitor falou-nos António Barreira, professor de História de Artes na Fernão Mendes Pinto.

STIEG LARSSON é a grande atracção da juventude. Quem antes pensava não gostar de ler ou ser possível partilhar um livro com o Farm Ville e, em simultâneo, ver televisão ou ouvir música, com a trilogia do autor entendeu que só a leitura é já demasiado envolvente. E consegue devorar, em menos de nada, A Rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo, Os Homens que não amavam as Mulheres ou A Rapariga do Palácio das correntes de ar.